Do desconforto ao afastamento: o custo invisível da LER/DORT para as empresas

custo da LER/DORT para empresas

Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) representam um dos maiores desafios de saúde ocupacional no Brasil e no mundo. Embora muitas vezes silenciosas em seus estágios iniciais, essas condições têm impactos significativos sobre a produtividade, os custos operacionais e a estabilidade da força de trabalho, e esses impactos começam muito antes de um afastamento formal ser registrado.

A presença de dor recorrente, cansaço e limitações funcionais costuma ser subestimada pelas empresas, tanto do ponto de vista de saúde quanto do ponto de vista financeiro. No entanto, quando olhamos com mais cuidado, percebemos que os custos mais expressivos não aparecem diretamente no balanço, mas sim na queda de desempenho, aumentos de absenteísmo e rotatividade, e na perda de produtividade ao longo do tempo.

O que são LER e DORT e por que importam

Do desconforto ao afastamento: o custo invisível da LER/DORT para as empresas

Do desconforto ao afastamento: o custo invisível da LER/DORT para as empresas

LER e DORT são termos usados para descrever um conjunto de condições musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho. Elas abrangem desde inflamações e dores nos tendões até alterações mais profundas em nervos e articulações, resultantes de esforços repetitivos, posturas estáticas prolongadas ou movimentos inadequados.

No Brasil, estudos apontam que essas enfermidades estão entre as principais causas de incapacidade laborativa. Em 2023, mais de 100 mil auxílios-doença foram concedidos pelo INSS por conta de LER/DORT, com um custo previdenciário superior a R$ 1 bilhão. Esses números revelam apenas a ponta do problema, o restante das perdas ocorre na rotina operacional das empresas.

💰 1. Impactos financeiros diretos e indiretos

O custo da LER/DORT vai muito além do afastamento médico.

Custos diretos:

  • Afastamentos pelo INSS
  • Tratamentos médicos e fisioterapia
  • Indenizações trabalhistas
  • Aumento do FAP e encargos previdenciários

Custos indiretos:

  • Horas extras para cobrir ausências
  • Treinamento de substitutos
  • Queda na qualidade do trabalho
  • Retrabalho e aumento de erros

Pequenos desconfortos ignorados hoje podem se transformar em passivos financeiros significativos amanhã.

📉 2. Absenteísmo: a produtividade interrompida

A dor crônica reduz o desempenho antes mesmo do afastamento oficial.

Funcionários com sintomas iniciais apresentam:

  • Redução de ritmo produtivo
  • Maior tempo de execução de tarefas
  • Aumento de falhas operacionais
  • Maior risco de acidentes

Quando ocorre o afastamento, a operação precisa se reorganizar rapidamente — muitas vezes sem planejamento.

🔄 3. Rotatividade e perda de talentos

Ambientes com altos índices de desconforto físico tendem a gerar:

  • Desmotivação
  • Baixo engajamento
  • Aumento de turnover
  • Além do custo de contratar e treinar novos colaboradores, perde-se conhecimento técnico e estabilidade operacional.

⚙️ 4. Perda de produtividade e eficiência operacional

Em setores como indústria e logística, onde cada minuto impacta o resultado, a ergonomia inadequada compromete:

  • Velocidade de produção
  • Precisão operacional
  • Qualidade do produto final
  • Indicadores de desempenho

A longo prazo, a empresa paga em competitividade.

🛡️ Prevenção: investimento estratégico, não custo

Empresas que adotam uma cultura preventiva colhem benefícios claros:

  • Redução de afastamentos
  • Melhoria do clima organizacional
  • Aumento da produtividade
  • Conformidade com normas regulamentadoras
  • Fortalecimento da marca empregadora

Investir em análises ergonômicas, adequação de postos de trabalho, sinalização adequada, treinamentos e conscientização é proteger pessoas e resultados ao mesmo tempo.

📊 Segurança e ergonomia como vantagem competitiva

Organizações que enxergam saúde ocupacional de forma estratégica deixam de agir apenas de forma corretiva e passam a atuar preventivamente.

Isso significa transformar dados em decisões, antecipar riscos e estruturar ambientes que favoreçam desempenho sustentável.

Do desconforto ao afastamento: o custo invisível da LER/DORT para as empresas

Estratégias eficazes: da prevenção ao ganho competitivo

Ao contrário da visão tradicional, ergonomia não é custo, é investimento. Programas estruturados de ergonomia, que vão além de ajustes de mobiliário, geram retorno ao:

  • Reduzir risco de lesões e afastamentos;
  • Melhorar performance e qualidade de entrega;
  • Reduzir custos ocultos de presenteísmo e retrabalho;
  • Fortalecer a cultura de cuidado com as pessoas.

A adoção de práticas baseadas em dados, como monitoramento contínuo de indicadores de desconforto, análises ergonômicas sistemáticas dos postos de trabalho e programas de educação postural, contribui para identificar sinais precoces e evitar que pequenos desconfortos se transformem em incapacidades.

Conclusão

A LER/DORT não começam com um afastamento. Iniciam com um desconforto ignorado.

O custo invisível está na soma das pequenas perdas diárias — produtividade reduzida, erros operacionais, desmotivação e riscos trabalhistas.

Empresas que priorizam ergonomia e segurança não apenas evitam prejuízos: constroem operações mais eficientes, humanas e competitivas.

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